Guerra contra ateus prova que "Espiritismo" cristão é seita de fé cega

Os "espíritas" brasileiros nunca foram muito de usar a lógica, embora vivam espalhando por aí que são "racionais" que "colocam a ciência acima de tudo" e outras coisas parecidas. Lançam teses lindas mas a prática é sempre o contrário.

Não é que a seita dos Papalvos (nas palavras do sábio Herculano Pires) está enlouquecida? Se não bastasse ter lançado dois livros de conteúdo fascista de autoria de Robson Pinheiro, ter se unido a ex-rival bancada evangélica no apoio ao golpe político que instala uma nova ditadura no Brasil (Chico Xavier iria gostar muito), ainda declara guerra a ateus e a suicidas.

Esta atitude mostra que diálogo não e o forte dos "espíritas" brasileiros, que preferem impor seus dogmas alucinados por se acharem "mais evoluídos do que o resto da humanidade", num sinal de clara arrogância, na contramão da suposta humildade que professam.

A seita está agora iniciando uma discreta campanha contra o crescimento do ateísmo no mundo. Acreditando que o universo é controlado por uma única pessoa (em forma espiritual, o que não deixa de ser um antropomorfismo), mas sem apresentar provas (convicções bastam, como gostam o evangélico Daltan Dallagnol e o "espírita" Richard Simonetti), a seita parte para o ataque, recusando diálogo com ateus, tentando forçar a barra na base do "porque sim" sobre a existência de Deus.

Ignoram que Kardec recusou a antropomorfia de Deus através da pergunta "o que é Deus" e que o universo pode ser auto-controlável. Deus poderia na verdade ser um nome dado ao conjunto das leis da física, biologia, astronomia e outras ciências. Mas uma seita que acredita na tolice das crianças índigo e que defende a ufologia e a astrologia não merece ser levada a sério.

A briga com os ateus será mais um episódio no confuso "Espiritismo" brasileiro que favorecerá a sua decadência. Ela coloca a "doutrina" popularizada por Chico Xavier contra a parede, comprovando a sua vocação igrejeira, rompendo de uma vez com todas com toda a falácia que a associa com ciência e racionalidade.

Uma seita que insiste em se associar com racionalidade, entra em constante contradição ao recusar esta mesma racionalidade. O padre jesuíta Emmanuel falava em "tóxico do intelectualismo". Quer dizer que segundo o "Espiritismo" brasileiro, espírito evoluído é espírito burro? Os planos espirituais "mais elevados" estão cheios de asnos com asinhas?

Sem oferecer diferencial em relação a outras religiões, agindo na mesma fé cega tradicional, sem analisar nem propor diálogos, acreditando saber todos os segredos do universo, o "Espiritismo" brasileiro entra em franca decadência e cava a sua cova, sem direito a reencarnar. Pois estamos cansados de ver tanta asneira sendo difundida e defendida como "ciência progressista". 

Estamos cada vez mais precisando de racionalidade e de filosofias que expliquem a realidade e não que fiquem supondo (e impondo) a existência de divindades sem oferecer provas, numa atitude que é praticada há mais de 2000 anos e que comprovadamente não conseguiu melhorar a humanidade, fazendo exatamente o oposto.

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