O mundo espiritual precisa de um tutor?

Pelo que parece, a maioria das pessoas, incluindo espíritas e "espíritas", não sabe o que é "espiritualidade". Para eles, espiritualidade é quase o sinônimo de religiosidade ou no mínimo algo relacionado a fé religiosa.  

Imaginam o mundo espiritual como uma igreja e que tem obrigatoriamente a ser controlada por um indivíduo de superpoderes ilimitados que eles chamam de "Deus". Incapazes de imaginar a natureza como auto-gestora, exigem a presença de uma pessoa ou um ser com características humanas para controlá-la.

É por isso que este blog rende tanta polêmica, além de ser de difícil aceitação. As pessoas não conseguem imaginar o mundo espiritual como extensão da realidade. Um mundo onde o estado físico (de Física não de materialidade) é desconhecido no planeta Terra.

Não entendem os que acreditam na vida espiritual que o mundo extra-material é na verdade um mundo em outro estado de existência? Uma outra dimensão, diferente da nossa em que a matéria terrestre não mais é necessária? Porque o mundo espiritual obrigatoriamente tem que ser religioso? E qual das religiões seria considerada no plano espiritual? Pois há inúmeras crenças e cada uma delas se acha dona da verdade, mesmo defendendo absurdos sem condições de se realizar.

Aliás é risível este detalhe, pois se o mundo espiritual é uma igreja, as religiões vivem brigando para ver qual delas é a "religião oficial" do mundo espiritual e qual "Deus" controlaria a vida pós morte como um ditador impiedoso e exigente.

O fato que os religiosos insistem em ignorar é que as religiões são na verdade mitologias modernas, estórias surreais que não deveria ser levadas a sério, criadas apenas para entreter. E que é impossível o universo, infinito e em expansão ser controlado por alguém com características humanas. 

Não por acaso, quanto mais a pessoa aprende a raciocinar, mais tende a virar ateia. Por isso que países onda e educação é quase perfeita e o intelecto é estimulado, o numero de ateus não para de aumentar. Enquanto isso, nos países menos intelectualizados...

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