Não precisamos acreditar em divindades para fazermos o bem

É tradição em nosso país de considerarmos a bondade como subproduto da religiosidade. Muitos ainda defendem que é impossível ser bondoso sem acreditar nos absurdos que as religiões professam. Para eles, a bondade deve seguir "regras" impostas por um ser cuja existência ainda não foi comprovada, mas que ainda conforta o imaginário de muitos que necessitam de um amigo imaginário a lhes - supostamente - proteger.

Mas o bom senso alerta que não precisamos crer em divindades ou em dogmas ara sermos bondosos. Pelo contrário, a não crença tem sido muito mais eficiente na sua capacidade de auxílio ao próximo, pois a crença em dogmas não raramente tem imposto limites na hora de se praticar um altruísmo que realmente dê resultado.

A bondade na verdade nasce da noção que temos que todos deveriam viver bem, com alcance pleno a direitos essenciais. A racionalidade que garante a observação lógica dos problemas nos permite resolvê-los com mai eficiência e proporcionar um bem estar definitivo para as pessoas auxiliadas. A bondade vem da razão, e a compaixão é apenas um ponto de partida que desperta o altruísmo que será trabalhado pela racionalidade.

A fé, do contrário que se pensa com frequência, nada tem a ver com bondade. Ela usa a bondade como meio de legitimar certos absurdos nascidos da religiosidade que não passa de uma forma moderna de interpretar lendas mitológicas. A fé inclusive tem atrapalhado bastante a melhoria da humanidade, prendendo-a na ignorância crônica, tornando incapaz de discernimento e favorecendo a aceitação passiva e muitos problemas, principalmente nas seitas que defendem a sadomasoquista Teologia do Sofrimento, como o "Espiritismo" praticado no Brasil.

O ceticismo tem tornado a caridade mais eficiente, pois é mais espontânea e racional. Não-religiosos são bons não para agradar dogmas e deuses e sim para solucionar problemas e tentar que pessoas tenham acesso ao bem estar e a dignidade. 

Religiosos, pelo contrário, enxergam na bondade uma obrigação que nem sempre fazem de boa vontade e que não raramente fazem de forma precária. Muitos acham que a bondade é apenas uma forma de obedecer e agradar a divindade em que acreditam e uma forma de garantir um bem estar após a vida. Isso é uma forma mesquinha de ajudar os outros, esperando troca um o reconhecimento alheio, nem que seja apenas das divindades acreditadas.

A bondade deve se desvincular da fé religiosa e se basear na observação racional dos problemas reais que nos aparecem no cotidiano. A bondade nasce da noção que todos devem ter o direito minimo à satisfação das necessidades essenciais e à dignidade. E isso dispensa a fé em alguma divindade ou dogma religioso.

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