Descrença faz ateus morrerem com mais tranquilidade

O mundo espiritual ainda é uma incógnita. Ninguém sabe do que se trata. Segundo as obras da codificação, é algo incompreensível e inimaginável, sem referencial no mundo material para que pudesse nos dar noção.

Mas o "Espiritismo" brasileiro, que gosta de dar palpites, se tornando uma seita altamente especulativa, vive inventando teorias fantasiosas sobre o mundo espiritual. Essas fantasias acabam por dar ilusões aos seus fiéis, o que lhes pode causar uma baita decepção no momento de chegada do lado de lá. E põe decepção nisso.

Nada de jardins floridos, nada de crianças dançando ciranda, shoppings lindos, pessoas lindas vestidas de branco, pessoas que nos recebem com gratidão. nada disso. Isso é fantasia para nos mantermos falsamente otimistas em relação ao outro lado, num forma materialista de justiça... digamos... divina.

Sabendo que o espírito, sem a carne, tem suas faculdades amplificadas, dá para imaginar que esta decepção poderá ser caótica, como um sentimento de pânico desesperador. "Espíritas" irão perguntar onde estariam os entes queridos e os benefícios prometidos e ficarão na mão, contando apenas consigo mesmos, até a oportunidade de reencarnar.

A fé é uma ilusão. Sinônimo de credulidade, a fé nos traz um festival de ideias falsas sobre o que quer que seja. Ter fé é imaginar que o impossível é possível. Ter fé é jogar a logica no lixo e aceitar o absurdo. Enfim, ter fé é gostar de ser enganado.

Os ateus estão vacinados contra este tipo de decepção. Ateus não especulam, portanto, não criam expectativas. Morrem sem se preocuparem com o que encontrarão do outro lado. Muitos nem se preocupam em saber se "há o outro lado". Certamente, chegando na outra dimensão, não se decepcionam. E seguem tranquilamente sua caminhada, sem esperar nada.

A fé cega nos ilude. Mas cuidado: a ilusão é a mãe das decepções. A realidade quase sempre se mostra bem diferente daquilo que acreditamos.

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