Ateísmo significa não crer em divindades e mitologias

Há uma polêmica muito grande envolvendo nosso blogue sobre ateísmo. Acostumados a entender o Espiritismo como religião e os espíritos como "divindades", as pessoas não conseguem aceitar a ideia de um Espiritismo ateu ou de um Ateísmo Espírita.

Mas isso na verdade se deve a uma definição errada do que significa ateísmo. Claro que existe uma inteligência superior, algo que organiza a natureza. Mas está longe de ser uma pessoa, um espírito, uma individualidade e mais ainda uma divindade. Nem "Deus" pode ser pois a palavra é que se um sinônimo de dividade. Se a palavra foi utilizada na codificação é porque os espíritos acharam necessário utilizá-la para melhor compreensão. Até porque nomes são meros detalhes no mundo espiritual.

Ser ateu é não acreditar em divindades e seres fantásticos. É não aceitar ideias absurdas e fábulas mirabolantes. É compreender que a natureza é auto-suficiente e auto-atuante, não precisando de individualidades para ser atuante e organizada.

Entendemos que houve uma necessidade de que no tempo da codificação houve a necessidade de não romper cm o religiosismo para não mudar de foco e priorizar os estudos de revelação sobre o mundo espiritual. Tocar no assunto do laicismo desviaria o foco das atenções, prejudicando o trabalho kardeciano. Mas como toda ciência,  Espiritismo é aberto a novas descobertas, desde que coerentes com os trabalhos da codificação.

E não há nada mas anti-doutrinário do que defender a ideia de que existe um ser humano privilegiado governando todo o Universo. 

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