Que tipo de "Deus" os espíritas querem?

A associação das palavras "espírita" e "ateu" mete medo nos que se assumem espíritas. Incapazes de imaginar um universo que se auto-sustenta, imitam as outras religiões e prefere interpretar a "inteligência suprema, causa primária de todas as coisas" como sendo um espírito, ou seja, um homem (antropomorfia) sem corpo. Como o desencarne de uma liderança terrestre, um mega-empresário do além túmulo.

Se esse costume fosse limitado aos devotos de Chico Xavier até seria normal, pois o médium era católico da gema, fanático e praticante e morreu do mesmo jeito, católico fanático e praticante. Sempre foi fiel a sua igreja católica e tido erroneamente como "maior liderança espírita" sempre traiu o Espiritismo inserindo bobagens que encaixariam melhor e uma religião materialista de fé cega como a que ele acreditava.

Mas não. Esse questionamento que faz com que pessoas não aceitem um Ateísmo Espírita é praticado justamente pelos que se assumem não-igrejistas, que em tese, são mais racionais que os chiquistas. O que é bem estranho, pois se recusam a classificar a doutrina como uma igreja, porque acham que Deus tem que ser igual a das igrejas?

A interpretação sobre a inteligência suprema tem que obrigatoriamente a estar associada a uma pessoa? Será que é impossível para eles entender a inteligência suprema cono um sistema de regras que devem ser estudas pelas ciências? Porque e como um universo infinito e em expansão tem que ser controlada por uma pessoa, reduzida e limitada. Ou então para eles, esse homem é um gigante colossal, o que seria materialista do mesmo jeito, e até risível por lembrar as mitologias.

É um grande sinal de insegurança a necessidade de sermos controlados por uma pessoa. Lembra muito  acontece na infância das pessoas, em que há a necessidade de uma adulto controlando. Ainda somos bem imaturos para caminharmos com as próprias pernas e usufruirmos da capacidade de decisão.

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