Seria Chico Xavier a reencarnação de Deus?

Esta pergunta acima soa bastante agressiva para muita gente. Mas ela é necessária no repertório de questionamentos a ser feito para desmascarar esta farsa chamada "Espiritismo" brasileiro que não passa de um complexo processo de ma interpretações sucessivas da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec. Infelizmente esta farsa se consagrou e é frequentemente sobreposta a doutrina original, que aos poucos vai caindo no esquecimento, para dar lugar definitivo a versão falsificada.

Apesar de não ter surgido com Chico Xavier, a Igreja Espírita, nome que podemos dar sensatamente a versão deturpada da doutrina, surgiu de dissidentes católicos (incluindo o superestimado político Bezerra de Menezes) que acreditavam em reencarnação e que não estavam muito interessados na doutrina de Kardec, embora gostassem de bajular o codificador para tentar autenticar o sincretismo católico que pensavam ser a doutrina original.

Mas foi com Chico Xavier que a versão deturpada se consagrou. Muitas bobagens tem sido ditas na tentativa de consagrar (e canonizar) o caipira ingênuo, mas oportunista, oriundo da cidade mineira, então rural de Pedro Leopoldo. Mas independente das polêmicas que se espalham para tentar divinizar o tolo médium, todas fazem crer que para seus admiradores, Xavier é a maior divindade do Brasil, quiçá do mundo e mais ainda do universo. 

A lenda de que encerrou a possibilidade de reencarnar reforça a tese absurda de maior liderança universal, o que favorece a pergunta citada no título desta postagem: Chico Xavier é o próprio Deus?

Embora todos comecem a tremer só de ouvir a esta pergunta, os sensatos que não caem nessa cilada de crer na Individualidade Divina que governa o universo, percebem que Xavier, para seus admiradores e fiéis, é um ser de extrema importância, chegando a superar outras divindades em listas de importância citadas por eles. Xavier, se não é tido como um Deus, é quase isso, pois, só a pronúncia de seu nome faz com que seus admiradores entrem em estado de alerta para defender o seu Mestre-Maior de qualquer tipo de crítica, mesmo as justas.

É uma defesa acirrada, rigorosa, que estimula até um certo sentimento de ódio por parte dos que defendem Xavier, cuja divinização absoluta já é arraigada na sociedade brasileira, fazendo com que o médium seja poupado de qualquer tipo de culpa ou de correção.

Na verdade, temos a impressão de que Chico Xavier é sim, para muitos e seus admiradores, o próprio Deus, ou pelo menos ele é tratado como tal. Uma divindade tão poderosa que faz cegar os olhos de seus admiradores, a ponto de impedi-los de ver os muitos erros que Xavier, que nunca entendeu o Espiritismo, cometia com absoluta frequência.

A construção da mitologia em torno do médium surgiu da necessidade de transformá-lo em garoto propaganda da versão deturpada da doutrina, tão corrupta quanto os neo-pentecostais mais famosos. Xavier, com seu carisma, consegue ate hoje vender muitos livros (cheios de mentiras) e atrair pessoas para centros da FEB. 

Acrescentando a divinização a esse carisma, pronto: temos o manipulador perfeito da ingenuidade alheia a pensar que espíritos de máxima evolução vem reencarnar num planetinha atrasado e insignificante para depois, malandramente sem saber nada, encerrar a sua capacidade de reencarnação e voltar ao controle de todo o universo. 

Sinceramente, a ideia de ter um tolo como Chico Xavier no comando do universo me dá medo...

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